Em pesquisas de sites, participação em grupo, eis que conheci Aline, excelente escritora de matérias envolvendo temas como sexualidade, comportamento, contos e muitas imagens maravilhosas. Maniaca.Net indica como leitura historiasdaaline.wordpress.com. Temos certeza de que vai gostar. Veja uma das postagens deste site.

SAFO – A RAINHA DE LESBOS
Lesbos era a ilha da paixões e o centro da cultura eolica da raça grega. As energias que os jonicos consumiam pelo prazer, pela política, pelo comércio, pela ciência, pela legislação e pelas artes eram restringidos à esfera de emoções individuais. Em nenhuma época da história grega, tomaram o amor à beleza física, a sensibilidade ante a natureza radiante, o fervor consumado do sentimento pessoal, tão grandes proporções e receberam tão ilustre expressão como em Lesbos.
Foi ali que desabrochou a mais bela poesia lírica de que o mundo teve conhecimento.
A voluptuosidade da poesia eolia não é como a da arte persa ou arabe. É grega nas suas proporções, no seu tato e no seu domínio de si.
Nas poesias de Safo está tudo tão ritmicamente e sublimemente em ordem pela arte suprema da serenidade, da grandeza, da expressão, do abandono e da paixão.
A palavra lésbica vem do latim lesbius e originalmente referia-se somente aos habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia. A ilha foi um importante centro cultural onde viveu a poetisa Safo, entre os séculos VI e VII a.C., muito admirada por seus poemas sobre amor e beleza, em sua maioria dirigidos às mulheres. Por esta razão, o relacionamento sexual entre mulheres passou a ser conhecido como lesbianismo ou safismo.
Platão se referiu a Safo como “a décima musa”.
Até o século XIX a palavra lésbica não tinha o significado que hoje lhe é dado, o termo mais utilizado até então era “tríbade”.
Muitos termos foram usados para descrever o amor entre mulheres nos últimos dois séculos, entre os quais: amor lesbicus, urningismo, safismo, tribadismo, e outros.
Tribadismo é uma forma de praticar o ato sexual lésbico. Termo de origem grega para designar frotação ou esfregação, tem como definição de suas praticantes o vocábulo tríbade. É o ato de roçar ou esfregar sua genitália na genitália da parceira. No entanto, o tribadismo pode ser praticado em qualquer parte do corpo de sua parceira em que seu sexo consiga se posicionar num bom ângulo.
Safismo origina-se da poetisa “Safo”.
A escola de Safo – o amor em Lesbos.
Concebeu Safo uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música – considerada a primeira “escola de aperfeiçoamento” da história. Ali as discípulas eram chamadas de hetairai (amigas) e não alunas. A mestra apaixona-se por suas amigas, todas. Dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante, Atis – a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. Mas Atis apaixona-se por um moço e, com ciúmes, Safo dedica-lhe os versos:
“Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz
mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado,
te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz
e o riso abafado do amor. Oh, isso – isso só – é bastante
para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer
dentro do meu peito!
Pois basta que, por um instante, eu te veja
para que, como por magia, minha voz emudeça;
sim, basta isso, para que minha língua se paralise,
e eu sinta sob a carne impalpável fogo
a incendiar-me as entranhas.
Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas
soa-me aos ouvidos;
o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (…)










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